SENSIBILIDADE ESTÉTICA DA PALAVRA ADEUS...
Vou em viagens de sonho,
embrulhada em papel vintage
e num gesto de quem respira o mesmo ar
falo-lhe ao ouvido, em voz de cinema:
“O melhor de mim é a forma como gosto de ti.”
Tinha esquecido que qualquer gesto
está cheio de pequenos outros.
Dei o último suspiro.
Saí para a rua, como se fosse a primeira vez.
Não sei sonhar, nem amar,
nem dizer palavras de amor,
mas fico linda quando sorrio.
Gosto de respostas que calem a pergunta
e de mim quando solto o cabelo.
Temo que o tempo me traga saudades mortas
a escorrerem por todos os lados
principalmente por mim.
Ter cuidado com as palavras não significa ficar calada.
Arrumo as palavras numa folha de papel branco
que fecho dentro da gaveta ...
e deito a chave fora.
Vou-me despindo de ti... até ficar nua!
Gostei particularmente da respostas que calam as perguntas e do ter cuidado com as palavras não significa ficar calada.
ResponderEliminarA sensibilidade do adeus está bem expressa entre a expressões inglesas "good bye" e "farewell"
Mas falhava a estética, concordará certamente...
ResponderEliminarFico linda quando sorrio - é-me dificil explicar porque só vejo modéstia neste verso enganoso. Talvez porque esteja nele dito o mais importante da beleza desprendida.
ResponderEliminarMas gostei muito do poema in totu.
Beijinho amiga Romi
Não ter detectado um mistério qualquer, deixou-me deveras admirada (risos). Na foto, estarei a olhar para o passado ou para o futuro?
ResponderEliminarNão precisa responder, estou só a meter-me consigo.
Beijinho, meu amigo. E namore muito neste dia.
Acho que vou namorar tanto como a minha amiga.
ResponderEliminarEstas datas - "dias de" - passam-me ao lado.
Anime-se, eu vou a um jantar do grupo "As Encalhadas", somo 17. Há lá coisa mais triste para se fazer no dia dos namorados? Eu sofro muito ...
ResponderEliminarAs palavras são tão diferentes umas das outras. Adeus, parece cortar como passado.
ResponderEliminarBonito poema, querida ROMI.
Resto de bom dia dos namorados, em noite de lua-cheia.
Beijinhos
Obrigada, querido José. Beijinhos, bom fim de semana.
ResponderEliminarOs sentimentos saem e não consegues controlá-los, Verdade? Não se escreve assim sem ter um cofre dentro, cheio de palavras que de vez em quando fogem do castigo e se soltam nos ares, livres para dizerem o que lhes apetece, que ainda por cima são sempre coisas bonitas.
ResponderEliminarMaravilhoso! Beijinho
A sensibilidade estética da palavra afinidade. Seria este o titulo para o teu comentário, que denuncia a escritora de excelência que és: "palavras que de vez em quando fogem do castigo e se soltam nos ares...". São estas frases que me inspiram e forram o cofre que referes.
ResponderEliminarMuito obrigada.
Beijinho