Pecados consentidos...

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A noite tem a cor que eu gosto,
tem fantasmas do meu tamanho.
Tem medos que adormecem
e me deixam dormir também.


Na hora do excesso permitido,
bailam pecados em meu redor.
Eu escondi-me muito pouco...
Fugaz mendiga das horas paradas,
ampliadas num suspiro qualquer.


Existem palavras soletradas,
esculpidas em pedra dura,
que não se cruzam.
No silêncio, não há palavras cruzadas.


Eu sei, e tu sabes.
Perto ou longe,
nunca seremos nós...

Comentários

  1. Olá ROMI,
    O teu poema transmite-me uma melancolia profunda, com imagens envolventes que exploram a solidão, o desejo e a inevitabilidade da distância. A noite, com seus tons íntimos e fantasmagóricos, parece ser um refúgio e, ao mesmo tempo, um cenário onde os medos e os pecados dançam ao nosso redor.
    Obrigado, adorei.

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  2. Eu é que agradeço, meu querido. Já agora, qualquer semelhança entre o meu cabelo e a palmeira ao lado, é mera coincidência (risos).
    Beijinho.

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  3. Um bonito poema, para embalar o sono, os sonhos, a noite e os excessos.
    Noite tranquila, querida ROMI.
    Beijinhos

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