Pecados consentidos...

A noite tem a cor que eu gosto,
tem fantasmas do meu tamanho.
Tem medos que adormecem
e me deixam dormir também.
Na hora do excesso permitido,
bailam pecados em meu redor.
Eu escondi-me muito pouco...
Fugaz mendiga das horas paradas,
ampliadas num suspiro qualquer.
Existem palavras soletradas,
esculpidas em pedra dura,
que não se cruzam.
No silêncio, não há palavras cruzadas.
Eu sei, e tu sabes.
Perto ou longe,
nunca seremos nós...
ResponderEliminarBj
Beijinhos
ResponderEliminarOlá ROMI,
ResponderEliminarO teu poema transmite-me uma melancolia profunda, com imagens envolventes que exploram a solidão, o desejo e a inevitabilidade da distância. A noite, com seus tons íntimos e fantasmagóricos, parece ser um refúgio e, ao mesmo tempo, um cenário onde os medos e os pecados dançam ao nosso redor.
Obrigado, adorei.
Eu é que agradeço, meu querido. Já agora, qualquer semelhança entre o meu cabelo e a palmeira ao lado, é mera coincidência (risos).
ResponderEliminarBeijinho.
Um bonito poema, para embalar o sono, os sonhos, a noite e os excessos.
ResponderEliminarNoite tranquila, querida ROMI.
Beijinhos
Obrigada, querido José. Beijinhos.
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