Não tenham medo do que não existe...

Meus queridos, personagens inventadas por mim, estão reunidas todas as condições para o isolamento social — e ainda bem. Estava adoentada, não muito, fiquei a trabalhar a partir de casa, com refeições e medicamentos à distância de um clique, sem ter de sair do conforto do lar, incomodar o vizinho, o amigo ou o parente mais próximo, que vive a 8000 km de distância (e isto é rigorosamente verdade).


Mas um mal nunca vem só; nisto os provérbios não falham. Claro que a pessoa não vai para nova, e as maleitas do passado atuam como um relógio, ainda que não haja mudança de tempo. No caso da minha avó, quando lhe doíam as cruzes, o tempo mudava. No meu caso, e só porque sim, o dedo que lesionei no basquete volta e meia desata a doer, e tenho de lhe pôr um aparato elástico para o apaziguar e adquirir alguma mobilidade — mas pouca.


E cá vou, rodeada dos meus males menores e maiores, numa companhia improvisadamente feliz: Livros, música, filmes e ,claro, a minha gata. 


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E por falar em filmes... 


            


Alguém me disse: se dás atenção à música de um filme, é porque o filme não é bom o suficiente.


Possivelmente o filme não foi bom o suficiente. A banda sonora, sim. "N'ayez pas peur du bonheur il n'existe pas." Assim, como um dogma: "Não tenhas medo da felicidade, ela não existe". É quase como pedir para não ter medo do papão — ele também não existe.


Não vou entrar em divagações sobre felicidade, já que é um tema que domino tão bem quanto física quântica. E ser feliz é uma coisa que me irrita. Por norma, o que nos faz felizes no momento, é o que nos causa infelicidade no futuro. E isto também é válido para chocolates e sapatos. Quilos e calos, bem entendido.


Não me lembro do nome do filme*. Partilho a música que me deixou tão feliz.


 


  


 


20241109_171020-EDIT.jpg   * "As Recordações". 

Comentários

  1. As pessoas confundem felicidade com alegria. A felicidade de facto não existe. Não é palpável. Já a alegria sim e essa traz a felicidade agarrada a si.

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  2. Boas melhoras!
    Nada de sofrimento por antecipação, já basta quando existe.
    Grato pelas partilhas, querida ROMI!
    Boa semana.
    Beijinhos

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  3. Eu acho que a alegria é a parente pobre da felicidade (risos). Seja o que for, que não nos desinquiete só porque sim.

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  4. Sofrimento sempre em cima da hora (risos). Isto nem é sofrimento, eu sou um bocadinho lamechas e pouco tolerante à dor.
    Beijinho, querido José. Obrigada por ter sempre uma palavra para mim.
    Boa semana.

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  5. Que bom ouvir -te! As melhoras! Beijinho

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  6. Olá Romi
    Estás a lembrar-me de outro provérbio:
    "Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe".
    Animador, não?
    Que se cumpra a primeira parte. E depressa!
    Um abraço

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  7. Que bom ter-te cá. Beijinho, querida. Obrigada

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  8. Fiquei animadíssima, bom provérbio (risos)
    Um abraço

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  9. As maleitas, hélas!, também são motivo de partilha social e isto pode aliviar um pouco a inquietação... 🤔 As melhoras.

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  10. Que venham momentos felizes, que todos aceitamos.
    Beijinhos

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  11. Obrigada, já passaram as maleitas. Beijinho.

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  12. Era eu a armar-me, venham outras. Beijinho.

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  13. Ok, mas sem consequências futuras. Nada de calos e quilos ...
    Beijinho

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  14. Obrigada pela partilha!
    "(...) chocolates e sapatos. Quilos e calos" Que comparação magnifica!!!

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  15. Não me conformo, inventaram o chocolate, precisavam inventar as balanças? (risos)
    Beijinho

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