Noite casta...

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Vem jantar  comigo
Ponho-te  toalha de linho
Pratos de porcelana fina
E copos de cristal.
Abrimos  latas de atum
E chamamos caviar.
Bebemos vinho indecente
E chamamos néctar dos Deuses.
Damos a mão
E chamamos-lhe amor.

Vem jantar comigo
Está noite de luar.
As flores  não murcharam
As velas não queimaram.
Mas a espera já desdenha.

Morrem-me segundos
Nas pontas dos dedos.
Nesta madrugada lenta
Exaustivamente casta...

 

 

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