O sopro (anónimo) das palavras...
Porque hoje é o Dia Mundial da Poesia, deixo o meu apreço a tantos poetas anónimos, com obras de excelência não assinada. Os poetas anónimos oferecem ao mundo beleza sem exigir reconhecimento, e isso é, por si só, de uma nobreza ímpar.
Numa espécie de tertúlia, Odair recitou este poema, que não é dele. Nem sabe de quem é. Mas ofereceu-mo. Acho-o lindo. Queria ter sido eu a escrevê-lo. Na impossibilidade, resta-me agradecer ao Odair e, num gesto altruísta, oferecê-lo também a quem dele gostar.

Sopro das palavras
"Sabes, às vezes sinto que sou feita de vento.
Que sou só um sopro, uma promessa que nunca se cumpriu.
Caminho por estas ruas e ninguém me vê.
Sou um nome que não ficou na boca de ninguém,
um rosto que o tempo já começou a apagar.
Mas eu existo... não existo?
Se fechar os olhos agora, desapareço?
Ou sou como a poeira, que dança sem que ninguém repare?
Ah... como queria ser lembrança, ser história contada ao pé do fogo...
Mas talvez eu seja só isso:
um instante que passou e ninguém guardou"
Autor desconhecido.
Imagem: gaivotas são como palavras sopradas ao vento.
Muito bonito, grato pela artilha, querida amiga ROMI.
ResponderEliminarFeliz dia da poesia.
Beijinhos
Stefan Zweig tinha uma admiração especial pelos poetas obscuros. Por aqueles que se guardam no seu recanto e nada mais querem que ser poetas...
ResponderEliminarNo meio do vendaval que passou, ficou este sopro de um desconhecido que se deu a conhecer.
ResponderEliminarObrigada querida Romi por esta partilha em celebração da poesia e dos poetas.
ResponderEliminarBeijinhos grandes, dia feliz!
Eu é que agradeço o comentário, querido José. Beijinho.
ResponderEliminarFeliz dia.
Stefan Zweig, 24 Horas na Vida de uma Mulher. O primeiro livro que li dele. Outros se seguiram, até que nos zangámos. O último que comprei dele, nem consegui chegar a meio. Não o reconheci. Mas se ele gosta de poetas anónimos, é um bom pretexto para fazemos as pazes.
ResponderEliminarNão se deu a conhecer porque não sei quem é. Nem dizemos ao Odair que eu publiquei. Segredo só nosso.
ResponderEliminarBeijinho, querida Mafalda. Obrigada pela palavras sempre simpáticas.
ResponderEliminarDia feliz
Uma beleza anónima!
ResponderEliminarObrigada por a dares a conhecer.
Beijinho
Tão simples, tão verdadeiro e lindo. Adorei.
ResponderEliminarBeijinho. Obrigada eu
Às vezes não venho ao Sapo e fico a perder. O poema é muito bonito, guarda todo o destino de um anónimo resignado. E este não é o caso de uma certa poetisa que eu cá sei.
ResponderEliminarUm beijinho Romi. Boa semana.
Sabe, aquele senhor que dizia "(...) chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente". Não se fie em poetas, até os anónimos são matreiros.
ResponderEliminarUm beijinho, João Afonso. Boa semana.