Ritual de Ausências...

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Continuo a por mesa para dois 



mesmo quando o sol se põe. 



 

Continuo a alinhar conversas 



em ângulos inconstantes. 



 



Continuo a perder-me em vulgaridades 



quando me sinto desarticulada de mim. 



 



Contínuo mimada, insuportável 



no modo mais discreto que consigo. 



 



Chovem-me lágrimas na memória



e sufocam-me

não sei porquê



quero secá-las

mas não sei como...


 

Comentários

  1. O problema são as mesas, não há pessoas que cheguem para as compor. É um pouco assim com as marés que, como se sabe, há mais marés que marinheiros.

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  2. Continue a por a mesa para dois
    Vai-se o sol, vem a lua
    Até pode passar alguém, na rua
    Nunca se sabe se aparecerá
    Uma alma a precisar de uma mão, sua.
    Noite tranquila, querida ROMI.
    Beijinhos

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  3. Mais um poema que seria meu, viesse da minha mão.

    Ando um caco ultimamente, em que a euforia temporária do sentimento me faz tropeçar no maior prisma da existência, onde esbarro contra dores de cabeça quando os lábios não mostram mais um sorriso, onde caio e desmaio na realidade quando o sonho cansa-se.

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  4. ...me sinto desarticulada de mim
    Não me chovem lágrimas, como gostaria secá-las.
    Um beijinho

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  5. Que lindo o que escreveu. Obrigada.
    Boa noite, querido José. Beijinho.

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  6. Que chovam sorrisos.
    Beijinho grande, Isabel

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