Ritual de Ausências...
Continuo a por mesa para dois
mesmo quando o sol se põe.
Continuo a alinhar conversas
em ângulos inconstantes.
Continuo a perder-me em vulgaridades
quando me sinto desarticulada de mim.
Contínuo mimada, insuportável
no modo mais discreto que consigo.
Chovem-me lágrimas na memória
e sufocam-me
não sei porquê
quero secá-las
mas não sei como...
O problema são as mesas, não há pessoas que cheguem para as compor. É um pouco assim com as marés que, como se sabe, há mais marés que marinheiros.
ResponderEliminarFelizmente.
ResponderEliminarContinue a por a mesa para dois
ResponderEliminarVai-se o sol, vem a lua
Até pode passar alguém, na rua
Nunca se sabe se aparecerá
Uma alma a precisar de uma mão, sua.
Noite tranquila, querida ROMI.
Beijinhos
Mais um poema que seria meu, viesse da minha mão.
ResponderEliminarAndo um caco ultimamente, em que a euforia temporária do sentimento me faz tropeçar no maior prisma da existência, onde esbarro contra dores de cabeça quando os lábios não mostram mais um sorriso, onde caio e desmaio na realidade quando o sonho cansa-se.
...me sinto desarticulada de mim
ResponderEliminarNão me chovem lágrimas, como gostaria secá-las.
Um beijinho
Que lindo o que escreveu. Obrigada.
ResponderEliminarBoa noite, querido José. Beijinho.
Todo tu és poesia,
ResponderEliminarQue chovam sorrisos.
ResponderEliminarBeijinho grande, Isabel