Nota de Rodapé...
Contei, um a um,
todos os pingos da chuva,
só para te agradar.
Pintei, a preto e branco,
as 7 cores do arco íris,
só para te agradar.
E dizes que não é amor...
Amei-te em pensamento,
em cada palavra escrita.
Mudei o rumo aos dias,
despojei-me do passado,
fiquei apenas com o amanhã.
Só para te agradar.
E dizes que não é amor...
O que é, então, este vazio
quando partes,
se dizes que não é amor?
Eu sei.
É esta estranha forma
de ser e de amar,
que apenas sobrevive na ausência.
Conheço de cor o soneto da separação.
E a nota de rodapé, em letras pequeninas:
"Este sentimento autodestruir-se-á quando retribuído."
"De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma"
Eu sei. Não é amor.
Confesso, fico a pensar o que será, porque é muito bonito.
ResponderEliminarBeijinho Romi.
Como poderia ter sido eu a escrever este poema.
ResponderEliminarNão posso, no entanto, cobrar amor.
Não sei amar, assim mo disseram, e, amando fervorosamente, tenho que aceitar ser verdade, meu amor ficou-se-me entre meus versos e meus lábios; Não se soubre pronunciar.
O Amor pode é sempre o melhor poema, ainda que existindo sem existir, possa tornar o poema mais intenso.
ResponderEliminarAfinal - não é amor - pode ser amor.
Sabe, aqueles pescadores que devolvem o peixe ao mar? Acho que é mais ou menos isso.
ResponderEliminarFoi nisso que me inspirei.
Beijinho, João Afonso.
Como poderia ter sido eu a escrever o epilogo do teu comentário.
ResponderEliminarPode ter sido por amor.
ResponderEliminarMuito bonito. O que é que não fazemos por amor?
ResponderEliminarNoite tranquila, querida ROMI.
Beijinhos
Obrigada, querido José.
ResponderEliminarBeijinho, noite feliz.
Ontem fugiu-me este post, como por vezes foge o amor...
ResponderEliminarCaramba, linda maneira de expressar sentimentos.
Beijinho grande
Não deixes fugir o amor...
ResponderEliminarObrigada. Beijinho