O Vento do Sul...

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Fui visitar o Solar do Silêncio…
Arrasei como alma que se quer penada. 


Se o vento do Sul voltar à tardinha, em forma de sentinela zelosa, devolver-me-á
O sorriso que se quer triste.

E depois deste pranto lento
De alguém que perdeu o rumo e jamais o encontrou
Derramará gotículas que se querem nuas, porque são salgadas.

E em sintonia depravada
Busca  recordações vivas, mas que já não respiram.
Rasgará flores e corações em forma de pensamento
Que se perdeu à beira dos dias.

E rodopia e baila e continua.
Porque o bem querer morreu de morte lenta.
Não sabia morrer de repente.

E o vento do Sul não veio à tardinha.
Ficou por aí suspenso em parte ingrata.
E o dia que jaz, porque se quer vivo
Virou as costas e anoiteceu...

Fui visitar o Solar do Silêncio


Acendi mil velas sem calor.
Depois fugi, como alguém que se quer gente
E está despido de si… 

Comentários

  1. O vento Sul é sempre inspirador: umas vezes para a melancolia satisfeita, outras para o desânimo da perda...

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  2. Já o vento do Norte... muito havia para dizer sobre o vento do Norte, mas não temos tempo.

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  3. Sul é calor, fraternidade, amor, esperança.......

    Boa tarde, querida ROMI.
    Beijinhos

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  4. E o vento do Norte também, digo eu que de ventos não percebo nada (risos).

    Beijinhos, querido José.

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  5. Já fui vento do sul, hoje sou vento do norte meio à deriva, talvez aguardando a chegada de um outro vento que me leve em qualquer direção...
    Bonita partilha!

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  6. Obrigada Miguel.
    Voa feliz nas asas do vento.

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  7. "Fui visitar o Solar do Silêncio

    Acendi mil velas sem calor.
    Depois fugi, como alguém que se quer gente
    E está despido de si…"

    Que maravilhoso!
    Obrigada por mais uma partilha bela e inspiradora querida Romi!

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  8. Obrigada eu, pela generosidade. Beijinho grande, querida Ana D.

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  9. Os silêncios falam tão alto...
    Um beijinho grande

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