O Vento do Sul...
Fui visitar o Solar do Silêncio…
Arrasei como alma que se quer penada.
Se o vento do Sul voltar à tardinha, em forma de sentinela zelosa, devolver-me-á
O sorriso que se quer triste.
E depois deste pranto lento
De alguém que perdeu o rumo e jamais o encontrou
Derramará gotículas que se querem nuas, porque são salgadas.
E em sintonia depravada
Busca recordações vivas, mas que já não respiram.
Rasgará flores e corações em forma de pensamento
Que se perdeu à beira dos dias.
E rodopia e baila e continua.
Porque o bem querer morreu de morte lenta.
Não sabia morrer de repente.
E o vento do Sul não veio à tardinha.
Ficou por aí suspenso em parte ingrata.
E o dia que jaz, porque se quer vivo
Virou as costas e anoiteceu...
Fui visitar o Solar do Silêncio
Acendi mil velas sem calor.
Depois fugi, como alguém que se quer gente
E está despido de si…
O vento Sul é sempre inspirador: umas vezes para a melancolia satisfeita, outras para o desânimo da perda...
ResponderEliminarJá o vento do Norte... muito havia para dizer sobre o vento do Norte, mas não temos tempo.
ResponderEliminarSul é calor, fraternidade, amor, esperança.......
ResponderEliminarBoa tarde, querida ROMI.
Beijinhos
E o vento do Norte também, digo eu que de ventos não percebo nada (risos).
ResponderEliminarBeijinhos, querido José.
Já fui vento do sul, hoje sou vento do norte meio à deriva, talvez aguardando a chegada de um outro vento que me leve em qualquer direção...
ResponderEliminarBonita partilha!
Obrigada Miguel.
ResponderEliminarVoa feliz nas asas do vento.
"Fui visitar o Solar do Silêncio
ResponderEliminarAcendi mil velas sem calor.
Depois fugi, como alguém que se quer gente
E está despido de si…"
Que maravilhoso!
Obrigada por mais uma partilha bela e inspiradora querida Romi!
Obrigada eu, pela generosidade. Beijinho grande, querida Ana D.
ResponderEliminarOs silêncios falam tão alto...
ResponderEliminarUm beijinho grande
Bom fim de semana
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