Partículas de um lamento...
Sempre...
Tudo o que quis coube no tempo em que tinha razão.
Tentei andar de pé como os outros... Caminhei como pude.
Entrei em becos de onde não queria realmente sair,
mas queria poder sair, se quisesse.
Recordo...
Partículas de gestos, pequenas coisas sem interesse, mas cheias de mim.
Horas que passaram só para dizer que estiveram lá.
Horas mortas. Morreram porque não queriam ser enterradas vivas.
A lua também morreu e foi para o céu...
Lamento...
Quando o violino se quebrou.
E o que doeu foram todas as melodias
que naquele violino jamais tocarão.
Chora o spalla e o maestro.
Cala-se o violino...
Quero...
Abrir a janela e perder-me na corrente de ar.
Acho este desabafo lindíssimo, Romi. Contem sonho, resignação e solidão, tudo nos tons mais leves. A sua poesia merece muita atenção.
ResponderEliminarUm abraço.
Foi escrito há algum tempo, inspirado pelas imagens que o livro que lia na altura foi projetando em mim. Acontece-me muitas vezes: a inspiração nasce daquilo que observo, leio ou imagino, e não necessariamente da experiência própria. Um abraço.
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