Anatomia das Palavras...
Palavras sopradas pelo vento voam em minha direção.
E abraçam-me.
Só porque sim.
Visualizo o momento num retrato a preto e branco.
Levanto a mão, como faria um índio, num gesto de paz, e conquisto o direito de ser ouvida. As palavras caem-me aos pés, rendidas. Sabem que os blocos de gelo também choram quando derretem.
Não podem abraçar-me só porque sim.
A distância, sobrevive salgada como a água do mar, que respira ondas.
Eu respiro silêncios, despedidas, esperas e nadas.
A resiliência de quem aprendeu a ser e a estar exatamente como quer ser e estar.
Reconcilio-me com o vazio que nem sinto.
Não me desinquietem as sombras que se aninham em palavras vãs. Não me abracem.
Não podem abraçar-me só porque sim.

As pedras de gelo que choram são tão verdade passa-nos tão ao lado...
ResponderEliminarMuito bem Romi. Um abraço
Um abraço, João Afonso. Bom fim de semana.
Eliminar"Eu respiro silêncios, despedidas, esperas e nadas."
ResponderEliminarUiii! O que dizer depois de ler uma frase destas?
Palavras fortes. Sentimentos e emoções ainda mais fortes.
Abrçao.
Abraço, boa semana.
Eliminar❤️
ResponderEliminar❤️
Eliminar