A Inércia dos Sorrisos...

Esperavas um sorriso. Não sobrou nenhum. Perderam o prazo de validade e a capacidade de se reproduzirem, devido à inércia a que foram submetidos. Sentimentos perdidos em forma de inventário. Eu sem mim dá menos, mesmo elevada ao infinito. Quero-me de volta à minha vidinha suportável, sem medo de uma recaída, porque sou pessimista e gosto. Ser prudente é uma coisa que me irrita. Quero registar emoções a débito, sem lembrar que já fui sólida. A transparência há muito que deixou de me incomodar, porque as garças não passeiam no jardim e a cadeira vazia denuncia uma ausência, conferindo-me a angústia de não saber porquê. Hoje dispo-me de ontem, o que me deixa infeliz duma forma extremamente feliz...
Não se dispa de ontem, porque feliz da infelicidade é uma coisa estranha.
ResponderEliminarBoa tarde, querida amiga ROMI.
Beijinhos
Vou seguir o concelho, querido José.
ResponderEliminarBeijinhos.
Não espere sentada , nem num passeio no jardim, deixe que no meio de uma coisa ou outra a felicidade se mantenha, mesmo que a dispa.
ResponderEliminarPraticar a lei do desapego. De pé, como as árvores quando morrem.
ResponderEliminarParece-me bem...
Eu, que carrego uma mente estoica e um coração de carne, ah, sei lá...
ResponderEliminarAlguma coisa ia escrever, alguma coisa já escrita ou por escrever;
Assim sou eu, para o passado e futuro, sei lá o que é o presente.
O presente é o que a vida nos oferece. Nem sempre trás laço, só um vazio dentro de nada.
ResponderEliminarGostei muito desta reflexão.
ResponderEliminarMas a vida vai trazer-lhe muitos momentos felizes , se os quiser aceitar.
Mas quando se sabe o motivo da ausência e esta não foi escolha de quem partiu , a ausência dói muito mais . Para sempre.
Mena
Sem dúvida, até porque esta é uma história no abstrato, não baseada na minha realidade.
ResponderEliminarBeijinho.