O sabor das palavras...
Nuno Júdice. Porque hoje não me apeteceu jantar sozinha, acompanho-o nessa tentativa de guardar o impossível. A solução encontrada: a estrela brilha no poema, transformada pelo poder das palavras.
Que prazer jantar consigo, meu querido Nuno Júdice.
Num gesto altruísta, partilho um pouco dessa companhia.

ASTRONOMIA
"Vou buscar uma das estrelas que caiu
do céu, esta noite. Ficou presa a um
ramo de árvore, mas só ela brilha,
único fruto luminoso do verão passado.
Ponho-a num frasco, para não se
oxidar; e vejo-a apagar-se, contra
o vidro, à medida que o dia se
aproxima, e o mundo desperta da noite.
Não se pode guardar uma estrela. O
seu lugar é no meio de constelações
Por isso, tirei a estrela do frasco e
meti-a no poema, onde voltou a brilhar,
no meio de palavras, de versos, de imagens."
Volta até mim no silêncio da noite
Nuno Júdice
Se perde o brilho quando o queremos / O dia é escuro quando não o vemos / e a estrela não deixou de brilhar / Porque nosso sonho se fez cadente.
ResponderEliminarHá, pois tem que haver, no egocentrismo do Homem um mundo inteiro para si, todas as justificações possíveis, todos os planos pensados e desculpas dadas na falha da palavra... Há, pois há de certeza, na companhia uma força solitária que outro mundo trás à mesa.
Aplausos!!!
ResponderEliminarLinda foto, com o horizonte limpo. Bom final de semana!
ResponderEliminarObrigada. Bom fim de semana.
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