A Métrica do Caos...
Indiferente a quantas quadras, tercetos, sílabas métricas um soneto deve conter, cuidei em não ser um hiato e em rima interpolada, salvei um sorriso de morrer de morte lenta.
Desarrumei o destino. Parti por aí sem bagagem, despi-me do luto, ignorei mares navegados, fui a tela de um pintor, fui aluna e professor, esqueci pudores, pisei o risco, sai da linha, delirei em contramão, amassei o pão que o diabo comeu. Deixei de saber de mim. Uma força vibrante, quase anárquica, mas confesso que vivi!
Só que um soneto tem regras fundamentais, não se compadece da incompetência de quem avalia. Não se afoga uma moeda, no bar da esquina, para apagar a mágoa que o regresso ditou.
De volta à minha vidinha suportável. Sem descobertas ou transgressões. O desconforto da rotina. É uma coisa que me inquieta...

Aparentemente desorientou-se no oriente.
ResponderEliminarOriente-se Romi, pense que é sempre o oriente de algo ou alguém.
E seja muito bem vinda, anda aí uma gaivota a oriente se si.
Foste ao Oriente ? Gostastes ?
ResponderEliminarEssa gaivota desorientou-me completamente. E o que eu adoro este desnorte...
ResponderEliminarEu sou suspeita em dizer que gostei, porque basta afastar-me 5km de casa e já gosto muito. Mas recomendo mesmo.
ResponderEliminarConfessar que se viveu vale sempre a pena, ajuda no desconforto da rotina. Será que leremos sobre as aventuras e desventuras de uma moça que desarrumou o destino?
ResponderEliminarUM beijinho
É sempre mais fácil inventar umas aventuras do que relatar as reais, sob pena de expor terceiros. Isso não posso fazer, mas apetecia-me tanto (risos).
ResponderEliminarBeijinho
De volta à vida suportável, é sinal que já se passou o insuportável.
ResponderEliminarViveu! Isso é que interessa, querida ROMI.
ResponderEliminarBoa noite.
Beijinhos
Sim, o fantasticamente insuportável. Que é uma coisa que me irrita.
ResponderEliminarHá sempre um certo exagero, querido José. Mas venham mais uns dias.
ResponderEliminarBeijinho grande.