O SOM DO SILÊNCIO...

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E às vezes cantávamos, e abafávamos o som da viola. E riamos, riamos sempre muito. Não sabíamos, mas éramos barulhentos. Tão barulhentos que nem ouvíamos os barulhos domésticos, o tilintar dos talheres no prato. O silêncio falava baixinho. Agora o silêncio ganhou voz. Estou só, parece-me.


Saudades de mim com os outros. 


 

Comentários

  1. Por vezes, o silêncio é de ouro.
    Bom dia.
    Beijinhos

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  2. "E por vezes as noites duram meses
    E por vezes os meses oceanos
    E por vezes os braços que apertamos
    nunca mais são os mesmos. E por vezes

    encontramos de nós em poucos meses
    o que a noite nos fez em muitos anos
    E por vezes fingimos que lembramos
    E por vezes lembramos que por vezes

    ao tomarmos o gosto aos oceanos
    só o sarro das noites não dos meses
    lá no fundo dos copos encontramos

    E por vezes sorrimos ou choramos
    E por vezes por vezes ah por vezes
    num segundo se evolam tantos anos." David Mourão Ferreira

    Um bom dia, beijinho.

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  3. Vive-se esse dilema. Creio que às vezes é saudável sair da toca (isto é, de nós mesmos) e «socializar» como agora se diz. Sou um pouco esquivo nisso porque quando oiço «socializar» retorno logo com a cabeça ao buraco.
    Beijinho, Romi. Os barquitos ao largo são também uma boa companhia.

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  4. Há tempos escrevi isto, e por vezes ainda me faz sentido:
    David Lodge no seu romance “Pensamentos Secretos”, fala dum quebra-cabeças da física quântica conhecido como o Gato de Schroedinger, que consiste numa caixa dentro da qual se coloca um gato. Nessa caixa existe uma engrenagem que liga “um instrumento que mede o movimento rotativo de um electrão a um mecanismo que dá uma injeção letal. A experiência parte da hipótese de que o instrumento irá matar o gato se o movimento rotativo do electrão for ascendente. Mas segundo a física quântica, o estado do electrão não é nem ascendente nem descendente até que alguém o observe. Por isso, o gato não está vivo nem morto até que alguém abra a caixa.” Eu sou uma espécie de gato de Schroedinger. Vivo na minha caixa/ casa na maior das normalidades porém quando abro a porta e deixo que me observem acabou a normalidade. Tenho dificuldade em me integrar no mundo dos outros e, a menos que o olhar que me observa me aceite como eu sou e goste de mim, das duas uma, ou sou destruída ou corro novamente a fechar-me na minha caixa para me preservar.
    Beijinho, meu amigo. Obrigada.

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  5. Como te compreendo, querida ROMI! Sinto exactamente o mesmo, parece que tanto (tudo!) ficou para trás, e este é um outro mundo, um outro tempo, um outro Eu.
    Beijinhos grandes, uma boa semana para ti

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  6. É isso mesmo, minha querida.
    Beijinho grande, boa semana

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  7. A impressão que tenho é que a vida dá imensas voltas. Há épocas em que parece estar maré vaza, levando tudo e todos para longe - tão longe que se impõe o tal silêncio brutal. Sem darmos por ela nessa fase reconstruimo-nos. E de repente ou, então, paulatinamente damos por nós inundados de novo pela vida dos outros.
    Beijinho. Boa noite.

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  8. Grato pela partilha!
    Boa noite e beijinhos.

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  9. Fez-me bem, esse comentário, Obrigada.
    Beijinhos

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  10. Não comento tão realistas palavras.
    Grato

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  11. Quando o silêncio mata o silêncio ...

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  12. E por vezes
    é noite cerrada
    pela madrugada
    canta a cigarra
    estou a dormir
    não oiço nada.
    Revezes?
    Por vezes!
    beijinho.


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  13. Pois ... como te compreendo. Quando o silêncio é a tua única companhia.

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  14. Beijinho, ROMI,
    boa noite e dia de amanhã muito feliz.
    [(LUA)

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  15. Para si também, meu amigo. Beijinho

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