O SOM DO SILÊNCIO...
E às vezes cantávamos, e abafávamos o som da viola. E riamos, riamos sempre muito. Não sabíamos, mas éramos barulhentos. Tão barulhentos que nem ouvíamos os barulhos domésticos, o tilintar dos talheres no prato. O silêncio falava baixinho. Agora o silêncio ganhou voz. Estou só, parece-me.
Saudades de mim com os outros.
Por vezes, o silêncio é de ouro.
ResponderEliminarBom dia.
Beijinhos
"E por vezes as noites duram meses
ResponderEliminarE por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos." David Mourão Ferreira
Um bom dia, beijinho.
Vive-se esse dilema. Creio que às vezes é saudável sair da toca (isto é, de nós mesmos) e «socializar» como agora se diz. Sou um pouco esquivo nisso porque quando oiço «socializar» retorno logo com a cabeça ao buraco.
ResponderEliminarBeijinho, Romi. Os barquitos ao largo são também uma boa companhia.
Há tempos escrevi isto, e por vezes ainda me faz sentido:
ResponderEliminarDavid Lodge no seu romance “Pensamentos Secretos”, fala dum quebra-cabeças da física quântica conhecido como o Gato de Schroedinger, que consiste numa caixa dentro da qual se coloca um gato. Nessa caixa existe uma engrenagem que liga “um instrumento que mede o movimento rotativo de um electrão a um mecanismo que dá uma injeção letal. A experiência parte da hipótese de que o instrumento irá matar o gato se o movimento rotativo do electrão for ascendente. Mas segundo a física quântica, o estado do electrão não é nem ascendente nem descendente até que alguém o observe. Por isso, o gato não está vivo nem morto até que alguém abra a caixa.” Eu sou uma espécie de gato de Schroedinger. Vivo na minha caixa/ casa na maior das normalidades porém quando abro a porta e deixo que me observem acabou a normalidade. Tenho dificuldade em me integrar no mundo dos outros e, a menos que o olhar que me observa me aceite como eu sou e goste de mim, das duas uma, ou sou destruída ou corro novamente a fechar-me na minha caixa para me preservar.
Beijinho, meu amigo. Obrigada.
Como te compreendo, querida ROMI! Sinto exactamente o mesmo, parece que tanto (tudo!) ficou para trás, e este é um outro mundo, um outro tempo, um outro Eu.
ResponderEliminarBeijinhos grandes, uma boa semana para ti
É isso mesmo, minha querida.
ResponderEliminarBeijinho grande, boa semana
A impressão que tenho é que a vida dá imensas voltas. Há épocas em que parece estar maré vaza, levando tudo e todos para longe - tão longe que se impõe o tal silêncio brutal. Sem darmos por ela nessa fase reconstruimo-nos. E de repente ou, então, paulatinamente damos por nós inundados de novo pela vida dos outros.
ResponderEliminarBeijinho. Boa noite.
Grato pela partilha!
ResponderEliminarBoa noite e beijinhos.
Obrigada, eu. Beijinhos
ResponderEliminarFez-me bem, esse comentário, Obrigada.
ResponderEliminarBeijinhos
Não comento tão realistas palavras.
ResponderEliminarGrato
Boa noite. Obrigada eu.
ResponderEliminarQuando o silêncio mata o silêncio ...
ResponderEliminarE por vezes
ResponderEliminaré noite cerrada
pela madrugada
canta a cigarra
estou a dormir
não oiço nada.
Revezes?
Por vezes!
beijinho.
Ontem estava com os azeites
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ResponderEliminarBeijinho
Pois ... como te compreendo. Quando o silêncio é a tua única companhia.
ResponderEliminarBeijinho, ROMI,
ResponderEliminarboa noite e dia de amanhã muito feliz.
[(LUA)
Para si também, meu amigo. Beijinho
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