A dança do sono...
O sono baila airosamente. Débil, quase um pressentimento. Rascunhos de saudade emergem da solidão, e bocejam na memória da minha porta. O relógio, em vez de avé Marias, chora badaladas. Doze. Devagar, apagam-se os ruídos da cidade. Luzes piscam despedidas nas janelas entreabertas. Cada sombra sabe exatamente onde se deitar. Aninha-se o silêncio no dia adormecido. Os medos também precisam de descansar… Boa noite.