“I know not what tomorrow will bring.” ...
Há tempos, tomamos o pequeno almoço juntos e segredou-me ao ouvido: "... Não tenho ambições nem desejos Ser poeta não é uma ambição minha É a minha maneira de estar sozinho." Claro que ficámos amigos ... E ontem jantou comigo, cuidou de mim. Como se fosse o meu melhor amigo. Para além do livro (prosa) que estou a ler, todos os dias leio poesia, nem que seja um só poema. Abro o livro ao acaso, não sigo a regra rigida de começar na primeira página. Curiosamente, não sei bem porquê, neste livro de Fernando Pessoa, é sempre na página 64/65. A "Ode Marítima". Não posso dizer que é o meu poema preferido de Fernando Pessoa, porque na poesia dele tenho poemas que gosto menos, mas não consigo escolher o favorito. É impossível resistir a este, e leio-o tantas vezes que quase o sei de cor. Principalmente esta parte: (...) Ah, todo o cais é uma saudade de pedra! E quando o navio larga do cais E se repara de repente que se abriu um espaço Entre o cais e o na...