QUE COMECE O SERÃO…
Tenho a secretária cheia de papéis. De forma completamente aleatória, retiro um do monte e esse passa a ser o tema do próximo post.
São ideias que vão surgindo e ficando registadas em papel. Algumas resumem-se a um simples mote, outras já estão escritas na íntegra e só falta passá-las para o computador.
"Sobre a toalha,
como migalhas,
caem, gota a gota,
as mágoas do dia.
Sacudidas, depois,
na janela aberta.
Dois pardais, desiludidos,
voam para o beiral seguinte…"
Quando encontro apenas o mote, a tarefa torna-se mais complicada. O que me inspirou naquele momento perdeu, entretanto, o prazo de validade. O contexto perdeu-se.
Num papel cor-de-rosa choque, por exemplo, está escrito:
"Se eu não soubesse o que é amar, talvez acreditasse em todas as declarações de amor que me são feitas. Seria um contrassenso fazer hinos à solidão e vir para aqui procurar companheiro."
"Esparguete, cereais, iog. líquido, etc."
A julgar pelo conteúdo, deve ser uma lista de compras. Parece-me...
É este o risco do sorteio. Tanto posso encontrar um texto pronto a publicar como uma simples lista de compras.

Mas a gente surge sempre a lê-la, afinal. Portanto o seu monte de papéis tem proveito.
ResponderEliminarBom Agosto e um abraço, Romi
Eu agradeço a leitura, o comentário e retribuo o abraço. Bom Agosto, João Afonso.
EliminarTenho um caderno cheio de ideias soltas que não as consigo apanhar, para as ordenar. Deixo-as estar sossegadas, pode ser que alguém, um dia, quiçá igual à garrafa mensageira que atravessa oceanos, alguém o apanhe algures e ponha ordem naquelas frases e semi-textos (post).
ResponderEliminarTambém tenho vários cadernos. Isto são os papéis que vão nascendo na viagem diária de comboio para o trabalho, na hora de almoço, sei lá... É um vício antigo.
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