Alterar o que não ensina...
Éramos cinco ao jantar. O passado veio à baila. Ninguém mudava nada, caso pudesse. Todos os erros foram lições, crescimento. Há pessoas que valorizam particularmente a aprendizagem que nasce das falhas, dos tais erros, como se o sucesso e as vitórias não oferecessem o mesmo nível de conhecimento ou crescimento pessoal.
Eu, a única a discordar. Mudaria tudo. Até o almoço da véspera, e o pequeno almoço do dia. Era a oportunidade de viver tudo de maneira diferente. Outra versão de mim, outros caminhos, outras histórias. Editar escolhas. Até o passado delas, eu mudaria. Os erros não me ensinam nada. Não é com eles que quero aprender.
Se o tempo voltasse atrás, a urgência maior seria silenciar as dores que ainda ecoam. Proporcionar-me-ia o que, por medo, me privei de viver, de ter, de arriscar ...
Ir-me-ia dar um abraço onde me perdi. Ir-me-ia buscar pela mão e trazer-me até aqui. Para recomeçar sem amarras, liberta, renovada, e para situar perdões onde deixei mágoas.
Mas é tão longe, voltar para trás. E eu não sou pessoa de perdoar, nem de esquecer. Por muito que isto me custe admitir. Nem quero ser perdoada. Esquecida, sim.
Imagem "Paradoxos" (Facebook)

Não se aprende com os erros do passado, mas felizmente estamos sempre a aprender, sobretudo a lidar com as pessoas. E estou também em me custar perdoar e esquecer
ResponderEliminarUm abraço Romi
Não quero aprender a lidar com ninguém. As pessoas que aprendam a lidar comigo, a minha fase egoísta. Não perdoe, João Afonso. Que a sua felicidade não dependa de terceiros. Tão bom ser sozinha(o) no mundo. Um abraço.
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