Eco nas margens…
Sussurro inacabado.
Surge o teu nome,
sem rima,
sem rumo,
quase a ruir.
Memórias pequenas
ecoam nas margens,
como uma maré que não recua.
E salva-se o teu nome
na maneira absurda
de deixar de ser apenas um nome.
Mas há noites,
no fim de um serão cansado,
em que o teu nome
chega antes do sono
e encosta-se devagar
às paredes do meu peito.
E mesmo quando me calo,
dizes-te em mim,
como quem já não precisa de voz.
E quase...
é só um nome.
Foto do álbum "Os meus serões."

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