O Amor É Uma Dor Fantasma...
Sou um intervalo, não uma chegada.
Vivo suspensa entre o impulso e a desistência, nesse espaço intermédio onde nada se cumpre por inteiro. Há dias em que me sinto uma frase interrompida, um pensamento que se perdeu.
Carrego versões de mim que nunca coincidem, rostos que o tempo desfoca antes de os conseguir compreender. Daí este desgaste silencioso, quase antecipado, como se a vida doesse pela fadiga antes mesmo de acontecer.
Não sou realização, mas também não sou o vazio absoluto. Sou a consciência contínua da incompletude, feita de ausências, de tentativas e de páginas viradas sem enredo.
O amor é uma dor fantasma: uma ausência que insiste em ficar presente. Não sei se é memória, hábito ou desejo. Sei apenas que permanece, mesmo depois de tudo o resto partir.
Sou isto, talvez. Um lugar suspenso, sem chegada e sem partida.

"O amor é uma dor fantasma"
ResponderEliminarO que eu podia escrever com base neste frase tua..!
Contudo, apenas dizer-te que de certeza que ÉS muito mais.
Abraço
Estive indecisa entre dor fantasma e efeito placebo. Isto para te incentivar a escreveres sobre o tema. Fico a aguardar. Abraço.
EliminarUmmm...vou ter de pensar nisso.
EliminarFica bem.
Temos a vida toda para descobrirmos o que somos. Não há pressa Romi. Um abraço.
ResponderEliminarEu descobri em menos tempo. Siga o seu ritmo, João Afonso. Um abraço.
EliminarSomos o que queremos e o que não queremos. Somos aquilo que outros gostam e outros não. Somos uma número, uma referência, um registo, para sermos considerados cidadãos, quase sempre de segunda, ou se quisermos de segunda a sexta e, quiçá fins-de-semana.
ResponderEliminarExcluímos os feriados, certo?
EliminarVou perguntar à Ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, Ministra do Trabalho!
ResponderEliminarÀs vezes leio e não digo nada. Fico assim, como se sentada numa sala ampla vazia, perante algo de beleza indescritível a contemplar apenas e a interiorizar o sossego absoluto do sítio. bem como a genialidade do que tenho na frente. Um beijinho
ResponderEliminarA Maria é das pessoas que mais gosto de ler, e sabe disso. Receba o eco das suas palavras, porque muito do que me dirige reconheço-o em si. Humildemente agradeço o carinho. Um beijinho.
EliminarTalvez o amor seja mesmo uma dor fantasma, uma dor que não vemos mas manifesta-se. Uma dor feita de memórias perdidas e de ausências incompreendidas, ou talvez seja como se de um quadro incompleto se tratasse, à espera de um novo alento para regressar à vida. Abraço
ResponderEliminarO amor dá muito trabalho. Um abraço, Miguel.
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