Geometria do abandono...



Naufragam mágoas no copo do bar,
uma moeda gira como um eixo
no pensamento a solo.
A noite flutua em luas gastas,
na rua tímida,
entre sombras que arrastam passos.
A serra é um muro de névoa.
Amor exilado.
Espreitam as estrelas,
distantes do chão.
O cansaço força a entrada
da porta trancada
com trancas negligentes .

Um fica.
O outro já não.
Um prato que sobra
na mesa posta.

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