Pássaro Branco: A Coragem da Bondade...
Há filmes que passam por nós e há outros que ficam. Pássaro Branco fica. É uma obra fictícia, ancorada num período dolorosamente real. Um enredo linear do passado contado no presente por uma Helen Mirren magistral, que nos entrega uma lição de coragem e bondade. Ela, Helen Mirren, de quem sou fã incondicional, traz uma dignidade à história que nos desarma.
Gosto de filmes que me fazem sentir, não apenas ver. Filmes que me obrigam a abrandar, a ouvir e a pensar. Este filme transporta-nos para a França ocupada da Segunda Guerra Mundial, onde uma jovem judia sobrevive graças à compaixão de um colega que, pela sua condição física, era ignorado por todos. É, na sua essência, uma lição sobre como a luz e a imaginação podem florescer, mesmo nos momentos mais sombrios. Recorda-me que existe sempre espaço para a empatia, para a escolha certa e para a esperança. Não é uma obra para consumir e esquecer. É um filme para guardar, para deixar assentar e para revisitar, talvez quando precisarmos de nos lembrar que a humanidade, apesar de tudo, ainda vale a pena. E isso, é também o que procuro numa história. Mesmo quando a emoção desaba e, apesar de contrariada, digo baixinho, só para mim… não faz mal chorar!

Parece ser um filme muito bonito (ainda que partindo de algo triste) 💛
ResponderEliminarVerdade. Beijinho, Vera.
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