Entre margens…

 






O mar traz cheiro a rio
acabado de morrer no sal.
Nesse encontro,
uma ausência salgada e fria
corre para Sul.
Os olhos acompanham,
lágrimas que não caem.
Desobedecem às correntes.
Seguem.
Tudo em mim se inclina,
sem Norte.
O mar cheira a rio cansado.
E eu fico a meio,
nem margem...
nem fundo.
Sem origem.
Sem rumo.
Sem bússola.
Sem Sul.

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