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Silêncios de Novembro...

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      No gesto altruísta de quem decide oficializar a distância, parti. Partir é quase morrer... com a capacidade de ressuscitar. Pesa o silêncio a que a memória se habituou. Esboço um sorriso que não é o meu ... Esse morreu ontem à noite. A noite, essa, mantém-se lá fora... E são duas da manhã. Uma janela que se fecha... A minha... Como um Novembro sem calma... Um episódio em forma de fim. Alguém que morreu, sem partir e ainda não sabe. As ondas, essas, morrem na praia. Nem todas vão para o céu...   Foto do  álbum "Os meus serões".