Para o Martin com amor ...
Martin era o meu gato. Desapareceu há dezoito anos. Não há luto para o inacabado. Nem persistência que resista ao compasso do tempo. Mas, sem luto, há um ciclo incompleto que não sei como fechar. E continuo a vê-lo por aí e sei que não é ele, porque não me vê a mim. E continuo a vê-lo em cada canção, em cada trecho, que tem a palavra "amigo". Continuo a resistir à resignação e ao adeus. O Martin não morreu no tempo, mas no silêncio. E esse silêncio continua a miar nas paredes da casa e no meu coração. Não é perda nem presença, apenas ausência sem forma. "And all are bobbing heads in sync And all have got a lot on their minds to think about But you carry on in pictures and in song And the unmade be you slept in Where I laid you down to rest one last time Goodbye, dear friend, goodbye, dear friend "