Apertei os sapatos em ritmo de Adeus. Parto em passo planado, com o sol em poente, reivindico uma gaivota triste como complemento de paisagem. Só depois me afasto, sem carácter de urgência. Vestida de preto, com salpicos de silêncio e um apontamento a designar, levo nas mãos acenos gastos à força de tanto serem usados. Remeto-as à inercia! Pela primeira vez não olho para trás num gesto póstumo. Há "nós" e laços, há agora um projecto de consciência em ruína. Atirei, como uma noiva, um ramo de crisântemos. Lamento imenso se alguém o apanhou... "Ele foi sempre um mar de inverno, ela quis ser uma gaivota de verão." Foto by me