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O marcador...

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        Às vezes, tenho de regressar a livros já lidos, como quem passa na casa de alguém só para cumprimentar. Outras vezes, como quem regressa a casa. Visitar Eça é regressar a casa: buscar conforto, sentir o cheiro a café, encostar a cabeça, fechar os olhos e ficar ali, para recuperar. E rir. Muito. Tão bom rir consigo, senhor Eça de Queirós! Da sua ironia afiada. A Relíquia. Ri-me tanto com a troca das relíquias.  No interior de um dos livros, estava um marcador, oferecido por uma amiga minha, com dedicatória: "O livro, sendo o mesmo para todos, uns percebem dele muito; outros, pouco; outros, nada; cada um conforme a sua capacidade. O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive, e, não tendo ação em si mesmo, move os ânimos e causa grandes efeitos." Padre António Vieira. Depois, ao pesquisar, percebi que o senhor padre  António Vieira se referia a um livro específico relacionado a Nossa Senhora da Penha de França e aos milagres por...

"TUDO EM SINTRA É DIVINO, NÃO HÁ CANTINHO QUE NÃO SEJA UM POEMA”

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"TUDO EM SINTRA É DIVINO, NÃO HÁ CANTINHO QUE NÃO SEJA UM POEMA” EÇA DE QUEIRÓS, OS MAIAS.   Acordar cedo. Sintra ali ao lado. Ainda adormecida, envolta na capa de neblina mística ou romântica, que se vai desvanecendo lentamente, mas só às vezes.  E eu ali. Ninguém me viu e eu não vi ninguém.        Fotos minhas