Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta 2025

Manual de Transferência de Culpa...

Imagem
Imagem Pinterest 2025 ficou para trás. Finalmente. Um ano que não repetiria. Gostava que 2026 me devolvesse o que o anterior me tirou. A minha gata, principalmente. A minha tolerância. Alguma empatia por situações pontuais que, vistas agora, não justificavam as reações drásticas que tomei. Um inventário de ausências. O clássico “eu sou assim”. Não sou nada assim. Fui assim porque quis. Ou porque me deixei ser. Vá, 2026, traz-me serenidade e discernimento. Não posso continuar a fingir que não sei que somos seres plurais, contraditórios, mutáveis. Em 2025 fiz o que quis e só por quem quis.  Ri menos, convivi menos, afastei-me demais em nome da minha estabilidade emocional.  É confortável ter um bode expiatório, um ano inteiro para culpar. E se 2026 falhar, já tenho o discurso ensaiado: vou bater à porta de 2027 e queixar-me deste antecessor incompetente que não me soube carregar.      

PROSPERIDADES...

Imagem
Costa de Caparica.  Tinham saído para um jantar, e eu, sozinha em casa como no filme. Estava uma noite fantástica para celebrar a passagem de Ano (com maiúscula, sim). Umas botas de cano alto e um casacão por cima do pijama (há que manter a tradição). Sem champanhe, apenas uma garrafa de água no bolso.  As ruas iluminadas, mas desertas. Na praia um senhor passeava dois cães. Não me viu. Era só eu e o mar. Não era meia noite, nem precisava. Brindei com o mar. Um silêncio líquido e salgado, cheio de promessas. A simbiose perfeita. Desejei um Bom Ano. A todos. Aos meus, aos vossos, aos nossos. A vocês. A todos em geral e a cada um em particular.  BOM ANO NOVO (em maiúscula, sim).  Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços. Eu já estou em 2025, vocês ainda têm essa parte maçadora por cumprir…